Isenção do IR até R$ 5 mil: Promessa de campanha Lula cumprida - Mas o que muda de fato para milhões de brasileiros?

No dia 18 de março de 2025, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, destacou em um evento na fábrica da Toyota em Sorocaba (SP) a conquista de uma das principais promessas de campanha do governo Lula: a isenção do Imposto de Renda (IR) para pessoas que ganham até R$ 5 mil
mensais. A medida, que enfrentou ceticismo inicial, foi viabilizada após um intenso trabalho técnico e estratégico. Haddad ressaltou a importância da proposta para milhões de brasileiros, especialmente a classe média, e detalhou como o governo planeja compensar a perda de arrecadação com a criação de novas taxações para rendas mais altas.
A importância da isenção do IR
1.
Benefício direto à população de baixa e média renda: A isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil mensais impactará positivamente milhões de brasileiros, aliviando a carga tributária sobre famílias que dependem desses rendimentos para cobrir despesas básicas.
2.
Redução da desigualdade: A medida visa reduzir a desigualdade social, direcionando benefícios fiscais para quem mais precisa, enquanto aumenta a tributação sobre rendas mais altas.
3.
Cumprimento de promessa de campanha: A proposta representa o cumprimento de uma promessa feita pelo presidente Lula durante sua campanha, reforçando a credibilidade do governo em relação às suas metas.
Desafios e ceticismo enfrentados
Haddad admitiu que a proposta enfrentou descrença generalizada, inclusive de setores que duvidavam da capacidade do governo em implementá-la. Ele relembrou que, ao assumir o ministério, muitos duvidaram da viabilidade da medida, chegando a considerá-la um "abacaxi" difícil de descascar. No entanto, com o apoio de uma equipe técnica qualificada, o governo conseguiu desenvolver um modelo viável para a isenção, que inclui compensações fiscais para evitar impactos negativos na arrecadação.
Compensações fiscais e novas taxações
Para equilibrar a perda de arrecadação decorrente da isenção, o governo propôs duas medidas principais:
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Alíquota mínima para rendas altas: Pessoas que ganham acima de R$ 50 mil por mês terão que pagar uma porcentagem mínima de IR, garantindo uma contribuição mais justa dos mais ricos.
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Taxação de dividendos: Será implementado um imposto de 10% sobre dividendos, uma medida que visa aumentar a arrecadação e distribuir melhor a carga tributária.
Impactos esperados
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Estímulo ao consumo: Com mais dinheiro no bolso, as famílias beneficiadas pela isenção tendem a aumentar seu poder de compra, o que pode impulsionar a economia.
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Redistribuição de renda: A medida contribui para uma distribuição mais justa da riqueza, beneficiando principalmente a classe média e os trabalhadores de baixa renda.
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Desafios futuros: Apesar dos benefícios, analistas apontam dúvidas sobre os impactos na inflação e na viabilidade fiscal da proposta a longo prazo.
Caminho para aprovação
A proposta de isenção do IR ainda precisa ser debatida e aprovada na Câmara dos Deputados e no Senado. O governo espera que a medida entre em vigor a partir de 2026, mas para isso, ela precisa ser sancionada ainda em 2025. O processo legislativo será crucial para definir os detalhes finais e garantir que a proposta seja implementada de forma eficiente.
A isenção do IR para rendas de até R$ 5 mil mensais
representa um marco importante na política fiscal do governo Lula, com potencial para beneficiar milhões de brasileiros e reduzir a desigualdade social. Apesar dos desafios e do ceticismo inicial, a proposta foi viabilizada graças a um trabalho técnico detalhado e a medidas compensatórias que garantem o equilíbrio fiscal. Agora, o foco está no Congresso, onde a proposta será debatida e, se aprovada, trará mudanças significativas para a economia e a sociedade brasileira. A medida reforça o compromisso do governo com a justiça social e a redistribuição de renda, mas seu sucesso dependerá da implementação cuidadosa e do monitoramento constante dos impactos econômicos.