Eleições 2026: O futuro da política brasileira com Bolsonaro réu – Resumo completo e atualizado

O cenário político brasileiro para as eleições de 2026 ganhou novos contornos após a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) de aceitar a denúncia da PGR (Procuradoria-Geral da República) e tornar Jair Bolsonaro réu no processo da "trama golpista". Essa decisão, aliada às pesquisas de opinião e movimentações estratégicas de aliados e adversários, redefine as expectativas e estratégias para a disputa presidencial. Este resumo detalha os principais aspectos dessa transformação, com base em dados de institutos como Ipespe, Atlas, CNN e Datrix.
O impacto da condição de réu de Bolsonaro
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Expectativa de condenação: Dois terços dos brasileiros (66%) acreditam que Bolsonaro será condenado, segundo pesquisa do Ipespe. Apenas 29% discordam.
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Efeito eleitoral: A inelegibilidade de Bolsonaro, decretada pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) em 2023, já o impedia de concorrer. Porém, uma condenação reforçaria a percepção de que seus apoiadores devem buscar alternativas.
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Divisão entre eleitores: Pesquisa Atlas revela que 47,1% dos entrevistados defendem que Bolsonaro indique outro nome, enquanto 45,9% preferem que ele mantenha sua candidatura.
A decisão do STF acelera a disputa interna no campo bolsonarista, pressionando aliados a se posicionarem como possíveis sucessores.
A estratégia de Bolsonaro e a pressão por anistia
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Manifestações e campanha política: Bolsonaro busca mobilizar seus apoiadores em eventos públicos, como os atos no Rio de Janeiro e São Paulo, para manter influência e pressionar por uma revisão judicial ou anistia.
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Apoio no Congresso: A campanha pela anistia no Legislativo visa reverter sua inelegibilidade, com 40% dos brasileiros (e 70% dos bolsonaristas) acreditando nessa possibilidade.
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Aliados em movimento: O governador Tarcísio de Freitas (SP), por exemplo, participa de atos pró-Bolsonaro para se consolidar como sucessor "leal", mas enfrenta desgastes nas redes sociais.
A mobilização das bases bolsonaristas pode definir o equilíbrio de forças dentro da direita, mesmo com Bolsonaro fora da disputa.
O cenário eleitoral: Presidenciabilidade e aprovação
Ranking de presidenciabilidade:
1.
Lula lidera com 40% na avaliação de quem "seria um bom presidente", seguido por Tarcísio (35%), Haddad (33%) e Eduardo Bolsonaro (30%).
2.
Tarcísio tem o menor saldo negativo (-12 pontos), enquanto Lula tem -17, refletindo menor rejeição relativa do governador paulista.
Aprovação do governo Lula:
- O Índice CNN mostra aprovação em 41% e desaprovação em 54%. Para ser competitivo, Lula precisa elevar sua aprovação para pelo menos 45%.
- A queda na popularidade desacelerou em março, sugerendo possível estabilização.
A capacidade de Lula recuperar apoio depende de fatores econômicos e da eficácia de medidas recentes, como isenção de IR para rendas menores.
A batalha das redes sociais e novos nomes
Índice Datrix de presidenciabilidade digital:
- Os governadores Ratinho Jr. (PR) e Caiado (GO) lideram, beneficiados pela baixa exposição a críticas nacionais.
- Lula ocupa o 3º lugar, com melhora na tonalidade das postagens, mas ainda é o mais criticado (80% do volume de menções).
- Tarcísio sofreu queda no índice devido a críticas à PM-SP e associação com Bolsonaro.
- Saída de nomes: Gusttavo Lima desistiu da disputa, e Pablo Marçal foi declarado inelegível.
O desempenho nas redes é um termômetro importante, mas não necessariamente se traduz em votos, pois reflete engajamento de nichos.
Um tabuleiro em transformação
A condição de réu de Bolsonaro acentua a fragmentação no campo da direita, enquanto Lula enfrenta o desafio de reverter desgastes para viabilizar um eventual terceiro mandato.
Pesquisas e análises mostram que:
- A direita busca um novo líder: Tarcísio tenta se consolidar, mas depende da pressão bolsonarista por anistia.
- Lula precisa melhorar a economia: A aprovação do governo está estagnada, mas medidas recentes podem frear a queda.
- Redes sociais amplificam vozes: Ratinho Jr. e Caiado surgem como "candidatos tranquilos", enquanto Tarcísio perde força.
Os próximos meses serão decisivos para definir se a polarização seguirá dominando o cenário ou se novos nomes ganharão espaço. Fontes como Ipespe, CNN e Datrix indicam que a eleição de 2026 está longe de ter um roteiro definido.