Guerra Mundial em 2025? Descubra os sinais que alarmam os historiadores e os fatores que podem evitar o pior

Em um mundo marcado por conflitos como os da Ucrânia e Gaza, além de discursos belicosos de líderes como Vladimir Putin e uma crescente corrida armamentista na Europa, surge a pergunta: o que desencadeou as grandes guerras do passado e estamos próximos de um novo conflito global em 2025? A repórter Julia Braun explora essa questão com historiadores, analisando os fatores históricos e sua possível relevância hoje.
Fatores que levaram às grandes guerras mundiais
Os historiadores destacam elementos comuns que precipitaram a Primeira e a Segunda Guerra Mundial:
1.
Nacionalismo exacerbado: O orgulho nacional extremo e a rivalidade entre nações criaram tensões, como o pan-germanismo e o revanchismo francês antes da Primeira Guerra.
2.
Alianças militares rígidas: Acordos de defesa mútua, como a Tríplice Entente e a Tríplice Aliança, transformaram conflitos regionais em guerras globais.
3.
Corrida armamentista: A competição por armamentos, como a marinha alemã contra a britânica antes de 1914, aumentou a desconfiança entre países.
4.
Falhas diplomáticas: A incapacidade de negociar soluções pacíficas, como o fracasso da Liga das Nações nos anos 1930, permitiu a escalada de crises.
5.
Expansionismo territorial: A invasão da Polônia pela Alemanha nazista em 1939 é um exemplo claro de como ambições territoriais deflagraram conflitos.
Paralelos com o cenário atual (2025)
Analisando os elementos acima, especialistas avaliam se há riscos de uma nova guerra mundial:
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Tensões geopolíticas: Conflitos como Rússia-Ucrânia e Israel-Hamas mostram disputas regionais com potencial de escalada, especialmente com a intervenção de potências globais.
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Retórica belicista: Líderes como Putin usam narrativas nacionalistas, comparáveis aos discursos de Hitler e Mussolini no pré-guerra.
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Rearmamento europeu: Países como Alemanha e Polônia aumentam gastos militares, reminiscente da corrida armamentista pré-1914.
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Fragilidade diplomática: A ONU e outras instituições mostram limitações em mediar crises, assim como a Liga das Nações no passado.
Diferenças que podem evitar uma guerra global
Apesar dos paralelos, há fatores que reduzem o risco:
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Interdependência econômica: A globalização torna guerras entre grandes potências (como EUA e China) economicamente devastadoras, desincentivando conflitos abertos.
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Dissuasão nuclear: A existência de armas nucleares cria um equilíbrio de terror, como durante a Guerra Fria, onde o medo da destruição mútua evitou confrontos diretos.
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Maior cooperação internacional: Organizações como a OTAN e a UE promovem diálogo, diferentemente do isolacionismo dos anos 1930.
Estamos à beira de uma Terceira Guerra Mundial em 2025?
Embora existam elementos preocupantes (nacionalismo, armamentismo e falhas diplomáticas), o mundo atual tem mecanismos de contenção ausentes no século XX. O risco de um conflito global existe, mas é menor do que em períodos como a Crise dos Mísseis em 1962. No entanto, a vigilância é essencial – a história mostra que guerras muitas vezes começam por erros de cálculo ou falhas na comunicação. A chave está em reforçar a diplomacia, controlar armamentos e promover cooperação, evitando que os erros do passado se repitam.