Hacker x Hacker: Como o especialista em OSINT, Baptiste Robert, encontrou o criminoso que derrubou o X de Elon Musk

No dia 10 de março de 2025, a plataforma X sofreu um ataque cibernético massivo. Elon Musk, dono da rede, culpou um ataque DDoS (Distributed Denial of Service) e sugeriu que hackers poderosos, talvez até governos, estavam por trás disso. Mas quem seria o responsável? Um hacker especialista em investigações digitais, Baptiste Robert, decidiu entrar em cena para desvendar o mistério. Vamos entender como ele fez isso e por que esse caso é tão importante!
O que aconteceu? O ataque que derrubou o X
No dia 10 de março, o X ficou inacessível por horas. Elon Musk anunciou que a plataforma havia sofrido um ataque DDoS, um tipo de ataque que sobrecarrega os servidores com milhões de solicitações falsas, impedindo o acesso de usuários reais. Musk afirmou que o ataque foi "massivo e bem financiado", sugerindo que poderia ter sido realizado por um grupo organizado ou até mesmo por um país. Ele também mencionou que os endereços de IP usados no ataque vinham da Ucrânia, o que levantou suspeitas sobre a origem dos criminosos.
Quem se responsabilizou? O grupo Dark Storm
Enquanto Musk divulgava suas suspeitas, um grupo de hackers conhecido como Dark Storm apareceu no Telegram para assumir a responsabilidade pelo ataque. Eles postaram prints de ferramentas como o Check Host, que comprova a realização de ataques DDoS, e escreveram: "O Twitter foi derrubado pelo time Dark Storm". Essa declaração chamou a atenção de especialistas em segurança digital, incluindo Baptiste Robert, que decidiu investigar quem estava por trás do grupo.
Quem é Baptiste Robert? O hacker que caçou o criminoso
Baptiste Robert é um hacker ético e especialista em OSINT (Open Source Intelligence), uma técnica que usa informações públicas para investigar pessoas ou organizações. Ele é CEO da Predicta Lab, uma empresa focada em segurança digital. Robert decidiu usar suas habilidades para descobrir quem estava por trás do Dark Storm e, em poucas horas, já tinha pistas importantes. Além disso, ele fez um convite direto a Elon Musk:
"Olá, Elon Musk. Identifiquei as pessoas responsáveis pelo ataque DDoS no X ontem. Atualmente estou em Washington e estarei no prédio Eisenhower amanhã (para outro assunto). Você estaria interessado em me encontrar?"
Esse convite mostrou a confiança de Robert em suas descobertas e seu interesse em colaborar com Musk para resolver o caso.
Como a investigação foi feita? Técnicas de OSINT em ação
Robert começou analisando o perfil do líder do Dark Storm, conhecido como MRHELL112 no Telegram. Ele descobriu que o mesmo indivíduo já havia usado outros pseudônimos, como Darkcrr e GLITCHcracker. Usando técnicas de OSINT, Robert cruzou dados de e-mails, números de telefone e perfis em redes sociais como LinkedIn e Instagram. Ele também encontrou semelhanças entre o Dark Storm e outro grupo chamado Cyber Sorcerers, que oferece serviços de ataques DDoS.
A descoberta: Quem é o responsável?
Após uma investigação minuciosa, Robert identificou o suspeito: Mohammed M. Khalifa, um estudante de engenharia de software do Egito. Ele descobriu que Khalifa estava envolvido em grupos no Telegram que coordenavam ataques DDoS na Rússia e na Arábia em 2023. O número de telefone associado ao e-mail de Khalifa também coincidia com perfis em redes sociais, confirmando sua identidade. Essa descoberta foi surpreendente, pois contradizia parcialmente as alegações de Musk sobre a origem ucraniana do ataque.
O que é um ataque DDoS e por que ele é perigoso?
Um ataque DDoS é como um engarrafamento gigante na internet. Criminosos usam milhares de dispositivos infectados (como computadores e celulares) para enviar um volume enorme de solicitações a um servidor, sobrecarregando-o e fazendo com que ele pare de funcionar. Esse tipo de ataque pode derrubar sites, aplicativos e até serviços essenciais, causando prejuízos financeiros e danos à reputação das empresas. No caso do X, o ataque mostrou como plataformas globais podem ser vulneráveis a ataques coordenados.
Por que esse caso é importante?
Esse caso é um exemplo de como os crimes cibernéticos estão se tornando cada vez mais sofisticados. Ele também mostra a importância de hackers éticos, como Baptiste Robert, que usam suas habilidades para combater o crime digital. Além disso, a investigação revelou que os criminosos podem operar de qualquer lugar do mundo, mesmo que os ataques pareçam vir de um país específico. Isso reforça a necessidade de cooperação internacional e investimentos em segurança cibernética.
Um mistério desvendado, mas um alerta para o futuro
A investigação de Baptiste Robert não apenas identificou um dos responsáveis pelo ataque ao X, mas também destacou a complexidade dos crimes digitais modernos. Enquanto Elon Musk sugeriu que o ataque partiu da Ucrânia, Robert provou que os criminosos podem estar em qualquer lugar, usando técnicas avançadas para esconder sua identidade. O convite de Robert para se encontrar com Musk mostra a importância da colaboração entre especialistas em segurança e líderes de tecnologia. Esse caso serve como um alerta para empresas e governos: a segurança cibernética é essencial em um mundo cada vez mais conectado. E, graças a hackers éticos como Robert, há esperança de que criminosos digitais sejam identificados e responsabilizados.