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sexta-feira, 25 de outubro de 2024 às 10:57 GMT+0

Meta AI no WhatsApp: Seus dados estão seguros? Entenda como a Inteligência Artificial usa suas informações

A chegada do Meta AI ao WhatsApp no Brasil trouxe novas funcionalidades e também algumas dúvidas importantes, principalmente sobre o uso dos dados pessoais. Com essa ferramenta de inteligência artificial (IA) generativa, os usuários podem agora pedir dicas, fazer perguntas e até mesmo solicitar traduções diretamente no aplicativo, mas surgem questionamentos sobre a segurança e o uso dos dados nessas interações. Vamos explorar como o Meta AI funciona, o que acontece com os dados gerados, e quais são os direitos de privacidade dos usuários.

Como fFunciona o Meta AI no WhatsApp?

  • A Meta, empresa que controla o WhatsApp, está introduzindo IA generativa, uma tecnologia que cria textos, imagens e áudios em resposta a comandos dos usuários. O Meta AI permite que você faça perguntas, obtenha informações e até traduza conteúdos diretamente na interface do WhatsApp. Com o recurso já disponível em mais de 20 países, os brasileiros podem testar a tecnologia em suas conversas no aplicativo.

  • Porém, para que o Meta AI ofereça respostas relevantes, ele precisa ser treinado com grandes quantidades de dados. Isso gera a pergunta: esses dados incluem nossas informações pessoais? A Meta assegura que, enquanto o conteúdo das conversas com o robô é utilizado para aprimorar o treinamento da IA, ele não é associado diretamente a um usuário específico. Ou seja, se alguém de uma determinada cidade faz uma pergunta, o sistema não vai associar essas informações a essa pessoa individualmente.

Privacidade e coleta de dados: O que é realmente coletado?

  • A privacidade no WhatsApp é uma preocupação constante, e a Meta afirma que as conversas pessoais e as ligações entre usuários continuam criptografadas de ponta a ponta. Isso significa que nem a empresa nem a IA podem acessar o conteúdo dessas mensagens.

  • No entanto, o WhatsApp coleta metadados, como localização aproximada, tipo de dispositivo, e versão do aplicativo. Esses metadados não revelam o conteúdo das conversas, mas ainda assim fornecem informações úteis sobre os hábitos dos usuários. A Meta tem um histórico de usar esses dados para direcionamento de publicidade e análise de padrões de consumo, o que pode ajudar a empresa a entender melhor o perfil de seus usuários, inclusive identificando possíveis características socioeconômicas com base nas condições de uso do aparelho e da rede.

Restrições e o papel da Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD)

  • Inicialmente, a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) proibiu a Meta de usar dados pessoais para o treinamento de IA, exigindo mais transparência sobre o uso de informações dos brasileiros. Com essa proibição, a empresa teve que realizar ajustes, resultando em uma autorização, em agosto de 2024, para seguir com o treinamento da IA, desde que cumprisse com alguns requisitos legais, incluindo dar aos usuários o “direito de oposição”.

Direito de Oposição: Como funciona e como exercer?

  • O direito de oposição permite que qualquer pessoa peça para que seus dados não sejam usados para treinamento de IA. Isso é garantido pela Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) no Brasil, uma legislação que busca proteger a privacidade dos cidadãos. A Meta disponibilizou umformulário online para que os usuários solicitem a exclusão de suas informações usadas pelo Meta AI. Esse formulário pode ser acessado diretamente pelo aplicativo, bastando abrir o contato da Meta AI e seguir as instruções.

  • A Meta também foi questionada sobre a possibilidade de esse direito de oposição impedir a coleta de metadados, mas ainda não esclareceu completamente essa questão. Por enquanto, o direito de oposição se aplica somente ao uso dos dados de mensagens para treinamento do Meta AI, enquanto os metadados podem ainda ser coletados.

A Meta AI no WhatsApp oferece novas funcionalidades que trazem conveniência, mas também levantam dúvidas sobre o uso de dados pessoais e metadados. Com o direito de oposição, os brasileiros têm uma ferramenta para proteger sua privacidade, embora o processo ainda possa ser aprimorado para facilitar o acesso. Essa combinação entre inovação e privacidade está no centro das discussões de tecnologia atualmente, e entender como nossos dados são utilizados é essencial para usufruir das novas tecnologias de maneira mais informada e segura.

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