STJ sob ataque cibernético: Entenda como o hacker Azael paralisou o sistema e o impacto dos DDoS no Brasil

No dia 3 de março de 2025, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) foi alvo de um ataque cibernético significativo, gerando instabilidade temporária em seu site. Embora a maioria dos sistemas tenha permanecido intacta, o incidente trouxe à tona a vulnerabilidade das instituições brasileiras a ataques digitais e a crescente onda de cibercrimes no país. A seguir, vamos detalhar os eventos e explicar o contexto por trás do ataque.
O ataque ao STJ: Como aconteceu?
No início da semana, ao tentar acessar o site do STJ, os usuários foram recebidos com uma mensagem de erro. O sistema estava temporariamente fora do ar devido a um ataque cibernético. Porém, a assessoria de imprensa do STJ informou que as tentativas de invasão foram rapidamente bloqueadas pelas ferramentas de proteção da instituição.
- Sistemas de proteção: Apesar da falha momentânea, os mecanismos de segurança funcionaram, evitando danos maiores.
- Validação de acesso: Para mitigar o impacto, a Corte ativou processos de validação de acesso, o que causou lentidão, mas sem interromper os serviços essenciais.
Azael: Quem está por trás do ataque?
O hacker conhecido como Azael foi o principal suspeito desse ataque. Ele já havia anunciado suas intenções de atacar o STJ antes de executar a ofensiva, usando suas redes sociais para comunicar o ocorrido.
- Ataque programado: Azael notificou que o ataque aconteceria na manhã de segunda-feira, o que realmente ocorreu.
- Tipo de ataque: O cibercriminoso usou uma técnica chamada DDoS (Distributed Denial of Service), que consiste em enviar uma enorme quantidade de solicitações simultâneas para um servidor, fazendo com que ele se torne instável e inacessível.
Além do STJ, Azael tem um histórico de atacar outras instituições governamentais, incluindo universidades e órgãos do governo da Venezuela, sempre com um viés ativista. Ele também mencionou planos de atacar o Supremo Tribunal Federal (STF), o que reforça a continuidade de sua campanha de protesto.
O que é um ataque DDoS?
O ataque ao STJ é um exemplo clássico de DDoS. Esse tipo de ataque é projetado para impedir o funcionamento de sites e serviços online, sobrecarregando os servidores com tráfego falso.
- Como funciona: O hacker envia múltiplas requisições de acesso a um site ao mesmo tempo, excedendo a capacidade do servidor de lidar com as solicitações.
- Objetivo: O principal intuito não é roubar dados, mas sim paralisar os serviços e enviar uma mensagem política ou social.
Esses ataques são frequentemente usados como uma ferramenta de protesto contra instituições ou governos, sem a necessidade de exigir dinheiro ou causar danos permanentes.
O Brasil e a ameaça dos cibercriminosos
Os ataques cibernéticos no Brasil são uma realidade crescente. Em 2023, o Brasil foi o segundo país mais atacado por hackers no mundo, ficando atrás apenas dos Estados Unidos. Isso reflete uma tendência alarmante que coloca em risco dados sensíveis de milhões de brasileiros.
- Número de ataques: O Brasil registrou mais de 320 mil ataques cibernéticos apenas no primeiro semestre de 2023.
- Alvos diversificados: Esses ataques não afetam apenas sites governamentais, mas também serviços de hospedagem, como os usados por grandes empresas e plataformas de nuvem, como Google e Amazon Web Services (AWS).
Além de Azael, outros hackers, como o conhecido UndefinedBrazil, têm causado impacto com vazamentos de dados e invasões de sistemas críticos, como o do Governo de São Paulo, onde expuseram informações pessoais de 45 milhões de cidadãos.
O impacto de ataques cibernéticos: o que está em jogo?
Ataques como o ocorrido com o STJ são apenas uma parte do problema maior enfrentado pelo Brasil em termos de segurança digital. Esses eventos podem ter repercussões graves, incluindo o vazamento de informações sensíveis e a interrupção de serviços essenciais para a população.
- Vazamento de dados: Em alguns casos, como o ataque ao Governo de São Paulo, hackers expõem dados pessoais de milhões de brasileiros, comprometendo a privacidade de cidadãos comuns e autoridades.
- Preocupação com a infraestrutura: O aumento desses ataques revela a fragilidade da infraestrutura de segurança digital do Brasil, que precisa ser reforçada para proteger informações críticas.
Como o brasil pode lidar com o crescente número de ataques cibernéticos?
O ataque ao STJ é um lembrete importante sobre a crescente ameaça de cibercrimes e a vulnerabilidade das instituições brasileiras a esses ataques. O Brasil precisa urgentemente investir em segurança cibernética para proteger seus dados e sistemas críticos.
- Necessidade de investimentos: Empresas e órgãos governamentais devem investir em tecnologias avançadas de segurança para prevenir e mitigar ataques.
- Maior conscientização: A sociedade também precisa se conscientizar da importância de proteger suas informações pessoais e de entender os riscos envolvidos em um cenário digital cada vez mais vulnerável.
Com uma infraestrutura de segurança mais robusta e uma conscientização maior sobre os riscos cibernéticos, o Brasil pode minimizar os danos causados por ataques desse tipo e garantir a proteção de dados essenciais para o funcionamento da sociedade.