Inflação no governo Lula: 64,7% avaliam como ruim ou péssimo – O que explica a insatisfação recorde?

A inflação é um dos temas mais sensíveis para a população, pois impacta diretamente o poder de compra e a qualidade de vida. Em março de 2025, uma pesquisa da Futura revelou que a maioria dos brasileiros está insatisfeita com o controle da inflação durante o governo Lula, apontando um agravamento do cenário em relação ao ano anterior.
Principais dados da pesquisa
- Avaliação negativa predominante:
64,7%
dos entrevistados classificaram o controle da inflação como "ruim" ou "péssimo".
Esse número representa um aumento de 19 pontos percentuais em comparação com fevereiro de 2024, indicando uma piora significativa na percepção pública.
Outras avaliações:
-
20,3%
consideraram o combate à inflação como "regular". -
Apenas
13,5%
avaliaram como "bom" ou "ótimo". -
1,4%
não souberam ou não responderam. -
Comparação com outros indicadores econômicos:
A inflação foi o aspecto mais criticado na gestão econômica, superando a geração de empregos (42,8%
de avaliação negativa) e a situação econômica geral (59,1%
de rejeição).
Metodologia da pesquisa
- Amostra: 1.001 eleitores com 16 anos ou mais.
- Período de realização: Entre 19 e 21 de março de 2025.
- Método: Entrevistas por telefone.
- Margem de erro: 3,1 pontos percentuais (para mais ou para menos).
- Nível de confiança: 95%.
Contexto e relevância
1.
A inflação é um termômetro importante da economia, pois afeta preços de alimentos, combustíveis e serviços essenciais.
2.
O aumento na insatisfação pode refletir pressões econômicas reais, como altas nos preços ou desaceleração do crescimento.
3.
Pesquisas como essa servem como um alerta para governos ajustarem políticas econômicas e de renda.
Os dados da Futura mostram um cenário de descontentamento crescente em relação ao controle da inflação no Brasil em 2025. Com quase dois terços da população avaliando negativamente as medidas governamentais, o tema se torna um desafio urgente para a equipe econômica. A pesquisa também reforça a importância de monitorar não apenas os índices oficiais de inflação, mas também a percepção pública, que influencia desde o consumo até a confiança no mercado. Para um entendimento mais completo, seria necessário cruzar essas informações com dados do IPCA, políticas públicas recentes e o contexto internacional, garantindo uma análise equilibrada e sem viés.