Empréstimo consignado CLT: Trocar dívidas pode economizar até 50% nos juros - Entenda os riscos e benefícios

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, destacou em um evento em São Paulo, no dia 28 de março de 2025, que a maior procura pelo novo empréstimo consignado privado para trabalhadores CLT está relacionada à troca de dívidas, e não ao aumento do endividamento. A medida, que começou a operar em 21 de março, já registrou R$ 1,28 bilhão
em concessões em apenas uma semana, segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
O contexto do empréstimo consignado privado
O consignado privado foi criado para permitir que trabalhadores formais (CLT) acessem crédito com taxas de juros menores do que as oferecidas por empréstimos convencionais. A principal vantagem é a redução do custo da dívida, já que os juros podem cair de 5% ou 6% ao mês para menos de 3%.
A demanda por troca de dívidas
Haddad enfatizou que a maior parte dos contratos firmados até o momento está relacionada à renegociação de dívidas existentes, e não a novos empréstimos. Isso ocorre porque muitos trabalhadores já estão endividados e buscam condições mais favoráveis para quitar obrigações financeiras. O ministro buscou afastar a preocupação de que a medida levaria a um aumento descontrolado do endividamento.
Dados e números do programa
Nos primeiros sete dias de operação, foram registrados:
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193,7 mil contratos firmados.
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11,6 milhões de propostas de crédito enviadas.
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Valor médio do empréstimo: R$ 6.623,48.
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Parcela média: R$ 347,23.
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Prazo médio de pagamento: 19 meses.
Críticas e preocupações
Alguns economistas alertam que, apesar da vantagem da redução de juros, o aumento do acesso ao crédito pode levar a um ciclo de endividamento se não for acompanhado de educação financeira. Outro ponto levantado é que o crédito consignado, mesmo com taxas menores, ainda representa um comprometimento da renda do trabalhador a longo prazo.
A posição do governo e do Banco Central
O Banco Central (BC) ainda não incluiu os efeitos do consignado privado em suas projeções econômicas, conforme declarado pelo diretor Gabriel Galípolo. Enquanto isso, o governo defende que a medida é uma forma de aliviar a pressão financeira sobre trabalhadores que já possuem dívidas caras.
O empréstimo consignado privado para CLTs surge como uma alternativa para reduzir o custo das dívidas existentes, mas seu impacto a longo prazo ainda precisa ser avaliado. Embora o governo destaque os benefícios imediatos, especialistas reforçam a necessidade de cautela para evitar o superendividamento. A medida reflete um esforço para equilibrar acesso ao crédito e saúde financeira das famílias, mas seu sucesso dependerá de como será utilizado pelos trabalhadores e regulado pelas autoridades.